Título: Fórum Mundial de Educação: Origem, Projeto e Consolidação
Autor(a):
Moacir Gadotti
Artigos (Legado)
Data de publicação:
2009
Palavras-chave:
Fórum Mundial de Educação, FME
Formato:
pdf
Fonte:
Site do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica*
Idioma:
Pt
Outras informações:
*
http://portal.mec.gov.br/fmep
Descrição:
O FME é um movimento muito jovem. Está completando nove anos de existência. Ele se constitui num espaço horizontal de aprendizagem, espaço aberto e auto-organizado. Um espaço próprio envolvendo tanto a educação formal quanto a educação não formal e informal, um espaço de construção de novas alianças, novas redes, formação de campanhas, um espaço de estruturação de alternativas à educação neoliberal.
As utopias do século 19 e de boa parte do século 20 podem ser consideradas como ideologias exclusivas. O FME, ao contrário, nasceu, essencialmente como espaço de inclusão. Seus encontros têm um papel crítico, organizativo, cultural e prospectivo. O FME tem uma visão intersetorial e não corporativista da educação. Ele defende a indissociabilidade dos direitos e uma metodologia inovadora de inserção da educação em todos os movimentos sociais. O direito à educação não é um direito exclusivo, separado de outros direitos.
A mercantilização da educação promovida pelo neoliberalismo é uma afronta ao direito humano à educação. Para defender suas teses, o FME pretende congregar cada vez mais pessoas e organizações em torno de uma plataforma mundial de lutas em defesa do direito à educação emancipadora, contra a mercantilização da educação.
Com uma estrutura similar ao Fórum Social Mundial, o FME tem tudo a ver com ele. Sabemos hoje que o FSM não teria surgido na América Latina sem a trajetória de mais de 50 anos de lutas por uma educação popular transformadora. Como o FSM, o FME originou-se em Porto Alegre, em 2001 e, de lá, espalhou-se por diversas partes do mundo.
O Fórum Mundial de Educação, na mesma perspectiva do Fórum Social Mundial, sustenta-se em dois pilares básicos: a construção de uma alternativa ao projeto político-pedagógico neoliberal e o pluralismo de idéias, métodos e concepções. É um espaço plural, não confessional, não governamental e não partidário, autogestionado, fundamentado numa cultura de paz e de sustentabilidade. O pilar da diversidade dos Fóruns fundamenta-se num princípio ético-político de respeito ao tempo de cada um, de cada uma, de cada cultura, de cada civilização. Precisamos respeitar o tempo de cada cultura, de cada povo, de cada processo. Não há um caminho único. Não há um só mundo possível. Há muitos mundos possíveis.

Anexo
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