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A IV Conferência Municipal de Educação de Osasco foi aberta na última quarta-feira (1º de julho) com uma retrospectiva das ações que vem construindo uma política educacional com a participação da comunidade escolar.
Essas ações envolvem a realização de outras três conferências, a avaliação do Sistema Municipal de Educação – aprovado no final de 2004 –, encontros de formação, definição dos Planos de Trabalho Anual (PTAs) e de Projetos Eco-Político-Pedagógicos (PEPPs) das unidades escolares. Cerca de 900 educadores, gestores, funcionários de apoio e familiares de educandos participam da IV Conferência que terminou na noite de sexta-feira (3 de julho).
Na abertura, os participantes da mesa enfatizaram o caráter democrático e popular da atual gestão municipal (reeleita), que vê na articulação o caminho para a melhoria da qualidade da Educação. Segundo a secretária de Educação Maria José Favarão, a rede municipal "nunca foi tão chamada à discussão como nos últimos anos". “Sem democracia, liberdade e diálogo não se faz Educação”, afirma a Profª Mazé (na foto, ao lado do Prof. Romão).
O Instituto Paulo Freire assessora a secretaria de Educação de Osasco desde 2006 por meio do Programa Escola Cidadã, auxiliando e construindo com a rede um projeto de Educação na perspectiva freiriana. Segundo a diretora pedagógica, Ângela Antunes, o IPF assessora vários municípios do país e pode dizer que são poucas as políticas educacionais que investem no mesmo nível do município de Osasco em ações permanentes.
Ângela também destacou o desafio da atual conferência que discute o tema Democratização do acesso à Educação, permanência e sucesso escolar na cidade de Osasco. “O que devemos fazer nós, docentes e comunidade, para garantir a permanência do educando na escola?[...] É preciso que matriculemos a vida dos alunos na escola, seu projeto de vida em cada Projeto Eco-Político-Pedagógico (PEPP), contribuindo para que ele permaneça na escola e ela seja significativa para ele como pessoa”.
Marisa Bolanho Teixeira, diretora da EMEI Mª Madalena Leite Barbosa Freixeda, relatou a experiência pessoal e da unidade em participar das articulações, destacando que os projetos só passam a “ser do grupo e da comunidade como um todo quando é construído coletivamente”. “O Plano Municipal de Educação tem objetivos e metas para a secretaria, mas também para nós. O mesmo ocorre com o PEPP e o PTA. Construído coletivamente, passa a ter a nossa cara e um valor diferente.”
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