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GT investiga educação de jovens e adultos privados da liberdade

18/07/2008 - Redação

O Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação em Regimes de Privação da Liberdade (GEPÊPrivação), criado este ano, tem como foco de investigação a educação de jovens e adultos em regimes de privação da liberdade no Brasil e no exterior. Registrado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) é integrado por membros da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP) e do Instituto Paulo Freire (IPF).

Surgiu a partir de um grupo de trabalho constituído no Instituto para contribuir com a organização da 1ª Conferência Internacional de Educação em Prisões, coordenada pela Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco). E o cenário brasileiro também foi fator decisivo. Com um dos dez maiores sistemas penitenciários do mundo e uma população de cerca de meio milhão de pessoas, marcadas, na maioria das vezes, por atributos de exclusão social, o Brasil precisa ampliar as fronteiras do Direito à Educação, viabilizando Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação Profissional e acesso ao Ensino Superior para esta parcela dos brasileiros.

“A Educação de pessoas em regimes de privação da liberdade é responsabilidade do Estado e um item obrigatório em política educacional, mas pouca atenção tem recebido, tanto por parte do poder público quanto das instituições de ensino. A oferta de educação para esta população possui especificidades que devem ser consideradas nas propostas de formação de professores, na seleção do material didático-pedagógico, na organização do trabalho escolar e na avaliação”, afirmou Raiane Patrícia Severino Assumpção, responsável pela coordenadora da equipe pelo IPF.

Para Roberto da Silva, coordenador do grupo pela FEUSP, “em sua conceituação mais ampla essa modalidade de educação constitui objeto de estudos das Ciências da Educação e uma subárea da Educação de Jovens e Adultos (EJA), abrangendo adolescentes em cumprimento de medidas sócio-educativas e homens e mulheres sentenciados a penas de reclusão.”

As ações do grupo são:

- Elaborar estudos e pesquisas sobre a Educação de Jovens e Adultos Privados da Liberdade no Brasil e exterior.

- Levantar a produção acadêmica sobre o tema no Brasil e no exterior, para constituição de um acervo temático.

- Identificar os marcos regulatórios nacionais e internacionais sobre o tema.

- Estudar as propostas de formação inicial e continuada de jovens e adultos privados da liberdade no Brasil e no exterior.

- Estudar as proposta de formação continuada de recursos humanos no Brasil e no exterior.

- Organizar eventos temáticos para a socialização da produção acadêmica, além de seus estudos e pesquisas.

- Organizar cursos de formação continuada.

- Articular-se com grupos afins e redes temáticas, no Brasil e no exterior.

- Organizar publicações sobre o tema.

- Identificar diferentes práticas de formação e atuação de educadores para pessoas privadas de liberdade.



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