“O ALFA-EJA conquistou meu coração.
O ALFA-EJA mexeu com minha cabeça” ...

(Refrão do Hino do Projeto ALFA-EJA Brasil).
Letra e música, Paulo Roberto Padilha.



O 2º Encontro de Parceiros(as) do Projeto ALFA-EJA Brasil reuniu, entre os dias 23 e 27 de fevereiro de 2026, cerca de 90 participantes no Instituto Pio XI, em São Paulo, para uma semana marcada por encontros, trocas e construção coletiva.

Logo no primeiro dia, cada pessoa foi acolhida com um cartão com uma mensagem especial de boas-vindas — um gesto simples, mas cheio de significado, que deu o tom de cuidado, escuta e partilha que acompanharia toda a programação.

De forma simbólica, o educador Paulo Freire abriu o 2º Encontro cantando Noite do meu bem, em vídeo: “Hoje eu quero a rosa mais linda que houver e a primeira estrela que vier para enfeitar a noite do meu bem... Alegria de um barco voltando”, de Dolores Duran. Linda e comovente surpresa para os muitos que não sabiam que cantar era também um passatempo do educador. Paulo Freire, presente! Sussurraram os participantes.

O 2º Encontro de Parceiros do ALFA-EJA Brasil, projeto realizado em parceria entre o Instituto de Educação em Direitos Humanos Paulo Freire (IEDHPF) e a Petrobras, teve como principais objetivos revisitar as ações desenvolvidas em 2025 e planejar os próximos passos para 2026.

 

Gente que move o ALFA-EJA Brasil 

Esteve presente, todos os dias a diretoria do Instituto de Educação e Direitos Humanos Paulo Freire, constituída pela jornalista Janaina Abreu, os professores Ângela Biz Antunes, Paulo Roberto Padilha,e o presidente de honra, professor Moacir Gadotti, também consultor geral do Projeto ALFA-EJA Brasil. 

Presentes também a todas as sessões de trabalho, a coordenadora geral do Projeto ALFA-EJA Brasil, a professora Francisca Elenir Alves, de Salvador (BA), e suas equipes de colaboradores das áreas: pedagógica, jurídica e apoio logístico. Juntaram-se a estas presenças: educadores, formadores, articuladores sociais, comunicadores, colaboradores das áreas administrativa/financeira, jurídica e profissionais de Tecnologia da Informação (TI), das regiões Norte e Nordeste e da cidade de São Paulo.

A Gerência de Comunicação & Marketing, e o parceiro Zerobot, sob coordenação de Janaina Abreu, esteve presente e muito atuante em todas as etapas de preparação e realização do evento, com trabalhos de suas equipes de: assessoria de imprensa, produtores, marketing, designers, diagramadores, fotógrafos, produção audiovisual e revisores de textos. 

 

As boas-vindas inspiradas no quadro de Tarsila

A professora Ângela Biz Antunes, da Gerência Pedagógica do Projeto, fez a fala de abertura e boas-vindas aos presentes, maioria deles(as) das regiões Norte e Nordeste, onde o Projeto vem sendo desenvolvido, assim como colaboradores de São Paulo e outras cidades do entorno. 

Os verbos Rever e Planejar fizeram parte da retrospectiva e das proposições futuras contidas na alegre e costumeira exposição verbal da professora Ângela, assim como nas intervenções dos participantes, observadas durante as sessões de trabalho ao longo dos cindo dias, das 9 às 18 horas ou mais, com intervalos para as refeições e cafés.

 Na primeira manhã, como gesto de acolhimento, foi solicitada aos presentes a recriação do quadro Operários, de Tarsila do Amaral. Os participantes, além de desenhar o seu autorretrato, indicava uma palavra-chave para o 2º Encontro de Parceiros. Palavras como compromisso, ética, alegria, amorosidade, lealdade, responsabilidade, sustentabilidade, justiça, educação antirracista, respeito humano e outras.

 

Palestra “Sentido do ALFA-EJA Brasil”
"A nossa maior tragédia
é não saber o que fazer com a vida."

(Saramago)

 

Um dos pontos altos do 2º Encontro foi a palestra proferida pelo professor Moacir Gadotti, em 23/02, com o tema: “Sentido do ALFA-EJA Brasil”. A expressão buscar sentido é um tema recorrente em Gadotti e Paulo Freire. “Sentido é algo sempre pensado e reinventado ... Por que faço isso e não aquilo? Por que estamos aqui no ALFA-EJA Brasil? É urgente e necessário mobilizar e organizar “... buscar sentido nas propostas e projetos do Instituto de Educação em Direitos Humanos Paulo Freire e no ALFA-EJA Brasil”, disse o professor. “Educação básica nunca foi projeto de Nação, uma política de Estado. É nosso dever mudar a ordem das coisas”, completa.

Não vale mais as expressões falidas: “porque sim! porque não!” Resposta que denota uma absoluta falta de compromisso nos fazeres humanos. Essa foi uma conclusão de um grupo que comentava a palestra enquanto almoçava.

 Estas foram provocações deixadas pelo professor palestrante a uma plateia que fazia lembrar um dito popular: Quer silêncio? Coloque fulano(a) pra falar. No caso, foi Gadotti o escolhido, e muito bem falou.

Um clique para eternizar...

Dando continuidade às atividades do primeiro dia, os participantes se reuniram para uma foto coletiva vestindo a nova camiseta do Projeto — desta vez na cor roxa, inspirada no arco-íris e criada pela equipe de Comunicação, símbolo da diversidade e da força do coletivo.

Nos intervalos, entre delícias e cafezinhos, o clima seguiu leve e acolhedor: todos(as) foram convidados(as) a “pular a amarelinha freiriana” e a se deixar envolver pela dança no tapete quase mágico — momentos de alegria, partilha e conexão.

Na sequência, vieram as apresentações do Projeto ALFA-EJA Brasil, as plataformas EaD e Engaja – a nova plataforma a serviço do Projeto.

 

Dinâmicas significativas e regionais

Dinâmicas de apresentação e acolhimento, com a participação de todos, aconteceram em diferentes dias e momentos. As de maior destaque foram as dinâmicas como as entradas das delegações do Norte e Nordeste, portando bandeiras e diferentes símbolos regionais, adereços, artesanatos, produtos da culinária, chapéus, óleos, afoxés etc.

 Os participantes ganharam afetivos presentes como cordões, colares, chaveiros de fuxicos e derivados de sementes, algas marinhas, madeiras e outros. Uma riqueza de símbolos e ícones, que para muitos é também fonte de renda, como informou a professora Elenir. 

 A Rádio ALFA-EJA Brasil, idealizada por Valtinho (articulador social de Conde-BA), trouxe um poema de cordel. A rádio, além de trazer conteúdos diversos, também trouxe alegria, descontração e divertimento durante o 2º Encontro de Parceiros. A professora Ângela agradeceu a todos e comentou sobre a importância da diversidade regional ali muito bem representada.

 

Cuidar, organizar e comunicar para transformar

O educador, articulador e artista popular, Igor Leonardo, com bonita e expressiva dança, comandou a sessão de acolhimento no segundo dia, 24/02. Seguindo, vieram as apresentações sobre o Fluxo do Projeto, as áreas Administrativo-Financeira, de Assessoria Jurídica (LGPD e ética) e gestão de Projeto.

Na sequência, a designer Noelly Soares, da Gerência de Comunicação & Marketing, apresentou o Manual da Marca e Boas Práticas. A exposição contou com atentas e importantes intervenções, visto que o trabalho desta equipe está dirigido a todas as equipes internas, assim como externas: profissionais e entidades que ofertam EJA, órgãos públicos, secretarias de educação de municípios e estados, órgãos de comunicação e comunicadores, segmentos ligados à educação, movimentos sociais, universidades públicas e privadas, imprensa local e nacional, dentre outros(as). Daí a necessidade de produtos bem apresentados e padronizados, com informações precisas a partir das gerências e equipes do Projeto ALFA-EJA Brasil atuantes nas regiões de abrangência do Projeto. 

Continuando, Patrícia Giuffrida, assessora de imprensa do Projeto, falou da importância e eficácia de boas práticas de Comunicação e tudo que envolve este trabalho de equipe. Neste sentido, seguiu-se a oficina de fotos e vídeos, organizada por Bernardo Baena e coordenada por Marcus Magalhães, apontando tudo que facilita, que torna uma comunicação efetiva entre todos os públicos, interno e externo. A equipe comunicou a todos a criação de um Boletim ALFA-EJA Brasil, quinzenal, assim como uma reunião geral mensal online. Estas propostas foram muito bem recebidas. 

Na sequência, os novos participantes, acompanhados da equipe do IEDHPF, foram conhecer o Centro de Referência Paulo Freire (CRPF), na sede do Instituto, no Alto da Lapa, em São Paulo.

 

Sessão de cinema com pipoca e debate com as cineastas

Na noite deste mesmo dia, às 19h, os participantes tiveram o privilégio de assistir, em sessão exclusiva, ao importante filme documentário Ler o Mundo, com direção de Catharine Murphy e Iris de Oliveira. O longa-metragem conta a proeza do educador Paulo Freire, em Angicos, RN, alfabetizando 300 pessoas em cerca de 40 dias. O documentário já foi premiado em Havana (Cuba) e Gramado (Brasil).

Terminada a exibição, seguiu-se um produtivo debate, online, com as diretoras. A produtora, Erika Hoffgen, reforçou a importância de trazer Paulo Freire para as novas gerações e que o documentário tem este propósito. O IEDHPF é um dos principais apoiadores deste filme, ainda inédito para o grande público.

O dia terminou com uma mesa sortida de iguarias nordestinas trazidas daqueles territórios e servidas por suas alegres e divertidas delegações. O difícil foi provar tudo!

 

Entre desafios e conquistas, novos passos

No terceiro dia, quarta, 25/02, a pauta ficou em torno da Formação Pedagógica, apresentação em quadros, pain points, e outros sobre os planejamentos das principais ações de 2026. Foi proposto um trabalho em grupo formado por pessoas das diferentes regiões do Norte e Nordeste, que, além de apontar as dificuldades, listou as ações realizadas e avanços obtidos em 2025. Os mesmos grupos levantaram possíveis ajustes e ações que possam ser acrescidos ao planejamento de 2026. 

A professora Elenir fechou esta etapa de trabalho esclarecendo o que é possível ou não ao Projeto ALFA-EJA Brasil assumir e/ou providenciar. A educadora enfatizou que todas as ações e providências visam fortalecer a EJA em cada município e, consequentemente, contribuir com a erradicação do analfabetismo no Brasil e cravar sempre que Educação é um direito do cidadão(a) e um dever do Estado.

 

Tecendo colchas de retalhos

Continuando, vieram os diálogos e reflexões sobre as ações Cartas para Esperançar e Semear Palavras. Houve também apresentação da Colcha de Retalhos contendo palavras, expressões e/ou frases sobre a Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJA). 

Segundo a professora Sonia Couto, a Colcha de Retalhos simboliza anseios dos educandos, educadores e demais envolvidos, expressos em prosa, desenhos, bordados e pinturas. Uma produção coletiva feita a muitas mãos, conforme explica a educadora/formadora Ray Franco. A professora Josileide Silveira também formadora do Projeto ALFA-EJA Brasil, fez uma leitura pública dos dizeres contidos nos retalhos. Sonia Couto fechou a sessão o com poema Retalhos, de Cris Pizzimenti: 

“Sou feita de retalhos.
Pedacinhos coloridos de cada vida

que passa pela minha e que vou costurando na alma.
Nem sempre bonitos, nem sempre felizes,

mas me acrescentam e me fazem ser quem eu sou.
Em cada encontro, em cada contato, vou ficando maior...
Em cada retalho, uma vida, uma lição, um carinho, uma saudade...
Que me tornam mais pessoa, mais humana, mais completa.

E penso que é assim mesmo que a vida se faz:

de pedaços de outras gentes que vão se tornando parte da gente também.
E a melhor parte é que nunca estaremos prontos, finalizados...
Haverá sempre um retalho novo para adicionar a alma.

Portanto, obrigada a cada um de vocês,

que fazem parte da minha vida

e que me permitem engrandecer minha história

com os retalhos deixados em mim.

Que eu também possa deixar pedacinhos de mim

pelos caminhos e que eles possam ser parte das suas histórias.

E que assim, de retalho em retalho,

possamos nos tornar, um dia, um imenso bordado de ‘nós’".

 

Na sequência, Douglas, profissional de TI no Projeto ALFA-EJA Brasil, contou sobre as dificuldades que os seus pais enfrentaram para estudar e trabalhar. A professora Ângela se lembrou do livro do professor Gadotti, Vidas Interditadas, no prelo, que, aponta, dentre outras causas das desistências, o fato de o educando ter de buscar a sobrevivência familiar, impedindo sua permanência em EJA. 

Aproveitando o gancho, os articuladores sociais Rogério Nascimento, Valtinho Silva, Tainá Golveia e outros participantes enriqueceram a discussão com histórias similares sobre pessoas e sua relação com a EJA, descrevendo avanços, encantos, desencantos e os múltiplos resultados obtidos. 

 

Planejar com propósito, agir nos territórios

Continuando as discussões, a professora Ângela relacionou as inúmeras ações centrais a serem desenvolvidas em 2026, lembrando que todas elas deverão estar associadas, vinculadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ao todo são 17 objetivos propostos (https://brasil.un.org/pt-br/sdgs). A Petrobras Ambiental, que atua naquelas regiões, propõe esta vinculação a seus parceiros e projetos, dentre eles o Projeto ALFA-EJA Brasil, firmado com o IEDHPF.

Na sequência, o professor Padilha chamou atenção sobre a singularidade de cada território e falou sobre a importância de cada colaborador do ALFA-EJA Brasil descobrir formas de atuar sobre ele de formas assertiva, freiriana, produtiva e gratificante. Promover aproximação com os movimentos sociais, entidades civis, entidades religiosas, entidades sindicais, coletivos organizados, associações, equipamentos públicos e outros. Esta aproximação poderá facilitar o processo, assim, contribuindo para que o município promova e fortaleça a EJA em rede. 

A atenção assídua aos objetivos e impactos do Projeto ALFA-EJA Brasil é parte do comportamento e atitude proativos a serem perseguidos sempre e por todos(as), sobretudo, durante a vigência deste Projeto, parceria IEDHPF e Petrobras, enfatiza Padilha.

Encontros de formação, encontros territoriais, oficinas, cursos, a exemplo do “Como Alfabetizar com Paulo Freire”, vídeos, cadernos, podcast, sites, redes sociais, acervos freirianos, como o CREJA ALFA-EJA Brasil, publicações e outros, constituem ferramentas de apoio para quem quer entender os princípios freirianos que devem orientar e permear toda ação e prática associadas ao Projeto ALFA-EJA Brasil, reiteram os coordenadores.

 

Construindo juntos novos caminhos na EaD

A manhã do último dia, 27/02, ficou por conta da EaD Freiriana e contou com contribuições de Elizete Alves, Fernanda Soares, Paulo Roberto Padilha, Alcir Caira, Plínio Pinheiro, Bernardo Baena, Maria Moura, Maiara Sacramento, Suziane Cunha, Moacir Gadotti, Rogério Nascimento, Josi Silveira e Angela Antunes. Houve muitas falas e intervenções, sob coordenação de Marcelo Fonseca. Fernanda, reforçou que “... devemos trabalhar a EaD Freiriana como fortalecimento da EJA”.

A equipe da EaD ALFA-EJA Brasil organizou uma dinâmica com (post its sob graft) visando coletar as principais dificuldades enfrentadas até hoje e possíveis soluções para o futuro. Houve um significativo retorno. Elizete propôs descobrir juntos como enfrentar os desafios que, por certo, virão.

Falando em dificuldades enfrentadas no dia a dia do ALFA-EJA Brasil, o professor Gadotti lembrou que parte dessas dificuldades pode estar no entendimento, manuseio e acesso às novas tecnologias e contou um episódio em que Paulo Freire o convidou, décadas atrás, com muito entusiasmo, para conhecer um novo equipamento, talvez um fac-símele, que certamente iria facilitar o trabalho de recolha e preservação da memória, uma prática que ele, Paulo Freire, prezava e valorizava muito. Gadotti finalizou dizendo: “Coisas complexas que se tornarão hábitos”.  

 

O que é o CREJA ALFA-EJA Brasil

O CREJA ALFA-EJA Brasil é uma ferramenta, um instrumento de informação e formação, explicou Ângela. Será um portal, um repositório sobre a EJA. É um resgate de tudo que foi feito em prol da erradicação do analfabetismo e da EJA. Energizar-se, colher, se apoiar em pensadores que tanto fizeram pela Educação de Jovens e Adultos, a exemplo de Carlos Rodrigues Brandão, além de Paulo Freire e muitos outros. O CREJA será um facilitador para guardar memórias, tais como uma cartinha que Suziane presenteou ao professor Gadotti em uma visita ao Centro de Referência Paulo Freire (CRPF). 

Falando do CREJA, Fernanda deu dicas e distribuiu um passo a passo (manual impresso) para quem quer contribuir com e usufruir desta ferramenta. Este trabalho de recebimento das contribuições e organização dos materiais, possível tratamento de imagens, digitalização de textos e outros, dentro do Projeto ALFA-EJA Brasil está sob responsabilidade dela, Fernanda Soares e de Nathalia Lima Estevam. O contato é Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 Educação antirracista sim!

Após almoço, foi o momento em que veio à tona a questão racial, o respeito às religiões afro e outras questões que nos levam para a importância da educação antirracista. A professora Sonia Couto interferiu, enriquecendo o debate, trazendo a discussão sobre a necessidade de trabalhar para valer na escola, assim como no Projeto ALFA-EJA Brasil, a Lei 10639/2003, promulgada há 23 anos. Nesta sessão de trabalho, aconteceram intervenções muito significativas, pertinentes e latentes a respeito do assunto.

Conceição, Sonia, Josi, Ray, Márcia e , Uilma continuaram enfatizando práticas e modos para trabalhar com EJA. O Teatro de Boal também foi apontado como importante ferramenta para trabalhar a Educação para Jovens, Adultos e Idosos. Conceição reforçou a necessidade de trabalhar com os educandos levando em conta seu momento de vida, sua idade, sua história. Jamais infantilizando-os.

Palavras finais: buscar formas de felicidade

O professor Padilha, de forma bastante emocionada, falou da necessidade de buscar formas de ser feliz e estar bem no desenvolvimento do Projeto ALFA-EJA Brasil. Feito isso, transferir esta felicidade às pessoas com quem estamos trabalhando, vivendo, sonhando. Um ambiente intertranscultural é possível, gostoso e necessário! Esta afirmação pareceu ser o desejo, conclusão e propósito de todos, acordando com Padilha.

Já indo para os últimos atos, a coordenação geral do evento solicitou a todos que não se pronunciaram no decorrer do 2º Encontro de Parceiros, que se quisessem, poderiam se fazer uso da palavra. Alguns se apresentaram, a exemplo do educador Gilmar Cavalcante, da região Norte, que falou da sua satisfação em estar participando do Projeto ALFA-EJA Brasil, contou um pouco da sua história de vida e agradeceu a oportunidade de fazer parte do Projeto.

A tarde do último dia, 27/02, foi produtiva, emocionante, significativa. Conteúdos, recomendações, choros, beijos, abraços, guarda aqui, guarda ali, achei, perdi etc. Fechando tudo, de forma também simbólica, chamaram a canção Asa Branca, de Luiz Gonzaga, que foi cantada e dançada, entusiasticamente. Portanto, os nordestinos Paulo Freire e Luiz Gonzaga também participaram do 2º Encontro de Parceiros do Projeto ALFA-EJA Brasil.

Quem faz o ALFA-EJA Brasil acontecer
Este é um momento de reconhecer e agradecer, com carinho, a todos e todas que fizeram parte deste encontro tão simbólico, potente e cheio de significado. Cada presença, troca e contribuição fortaleceu ainda mais a caminhada do ALFA-EJA Brasil.



Relato de Lina Rosa, revisora de texto do ALFA-EJA Brasil.

 

 

 

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